segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

SIMBOLOGIA DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE PIANCÓ, PARAÍBA, BRASIL.

SIMBOLOGIA DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE PIANCÓ, PARAÍBA, BRASIL.

A Bandeira do Município de Piancó, Paraíba, Brasil, idealizada, em 25 de outubro de 1992, pelo artista plástico Francisco de Paulo (Chico Jó), piancoense honorário, constitui-se de um retângulo de 20 módulos de largura por 14 módulos de altura, isto é, um retângulo cuja largura está para a altura na proporção de 20 por 14. Tal retângulo é dividido verticalmente em três faixas. A largura de cada uma das duas faixas azul-céu dos extremos do retângulo corresponde à metade da largura da faixa central branca dele, ou seja, a largura de cada uma das duas faixas azul-céu mede ¼ da largura do retângulo e a largura da faixa central branca mede 2/4 da largura do retângulo. As faixas azul-céu simbolizam o ideal de felicidade inspirado no céu azul de Piancó e a faixa central branca simboliza a paz almejada. No centro da faixa branca figura um escudo com borda vermelha simbolizadora da intrepidez dos piancoenses. No interior do escudo, o índio simboliza o cacique Piancó, que deu o nome ao Município. O boi representa a pecuária, riqueza tradicional do Município e a carnaubeira e a oiticica simbolizam a importância que ambas tiveram na extração vegetal. O campo verdejante exprime a fertilidade da terra e o rio representa o Rio Piancó, que banha a cidade. A serra, em segundo plano no escudo, representa a Serra de Santo Antônio, um dos símbolos geográficos da cidade. Em último plano, o céu azul simboliza o característico céu límpido da região. Ladeiam o escudo, simbolizando as principais riquezas agrícolas de Piancó, à esquerda, um ramo de milho e, à direita, um ramo de algodão, presos por um laço que simboliza a união fraternal dos piancoenses. Acima do escudo, a cruz branca simboliza a fé e as mãos dadas expressam a hospitalidade do povo de Piancó. O sol nascente simboliza a esperança de um futuro melhor e o dístico “Honra, Fé e Fraternidade”, da faixa superior ao escudo, constitui o lema do supremo ideal de Piancó. Na faixa inferior ao escudo, figura a data da fundação do Município de Piancó: “8 de novembro de 1748”. 

11/3/2023.

Postado pelo poeta e militante cultural Hosmá Passos.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Biblioteca Pública Municipal de Piancó - Dr. Firmino Ayres Leite.





AUTOBIOGRAFIA DO DR. FIRMINO AYRES LEITE.  
Nasci no dia 2 de outubro de 1902, na Fazenda Bela Vista, então município de Piancó.
Indo minha mãe viúva residir em Patos, onde contraiu novas núpcias, comecei nesta cidade meu curso primário, terminando-o em Campina Grande no Colégio do Professor Clementino Procópio, grande mestre.
O curso ginasial foi realizado no Colégio Diocesano então no Largo S. Francisco e no Liceu Paraibano.
Em 1922 fiz exame vestibular, na Bahia, frequentando o primeiro ano médico. Nos cinco anos restantes, estudei na Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro formando-me com a turma de 1927.
Interno do Prof. Henrique Rôxo - psiquiatra e Fernando Magalhães - obstetra.
Em 1928 fixei residência em Patos, onde exerci o cargo de prefeito, nomeado por João Pessoa de março de 1929 a maio de 1930. Neste ano pedi demissão.
Sendo proprietário em Piancó, instalei um arremedo de Consultório.
Nomeado prefeito no governo de Argemiro Figueiredo solicitei demissão quando ele caiu. Jamais tive vocação política. Candidatei-me, por imposição da UDN a deputado estadual, nunca pedi voto a quem quer que seja. Obtive a suplência 3ª. Renunciaria se eleito.
Minhas atividades de médico em Piancó prolongaram-se por 20 anos. Médico da roça, Clínico Geral e Obstetra. Em casos de urgência, numa área sem cirurgião eu operava.
Em 1947 a convite do saudoso Engenheiro Estevam Marinho, aceitei a direção do Hospital do DNOCS, em Coremas. Aí consegui a construção de uma maternidade. Permaneci na direção do hospital 14 anos.
Transferido em 1961 para João Pessoa exerci com pequeno interregno a chefia de Serviço Médico do 2° distrito do DNOCS até minha aposentadoria em 1972.
Se possuo alguma virtude é a de não ter atropelado ou obstruído a ascensão de meus semelhantes. Fiquei sempre à margem do caminho para deixar passar o mérito.
Tenho consciência de não haver mercantilizado a profissão. Setenta por cento dos meus serviços foram gratuitos. O pão do pobre não me serviu de alimento.
Tenho 5 filhos e 15 netos. Aos 50 anos de casado, vivo feliz com minha esposa e toda minha prole.
Residimos em João Pessoa em harmoniosa convivência. Para um homem sem relêvo como eu, Deus foi pródigo e misericordioso”.

Fonte: LEITE, Firmino Ayres. Mugidos e Aboios. João Pessoa: Artscreem, 1990, págs. 7/8.

Pais do Dr. Firmino 
Ayres Leite.

Pai: Doutor Innocêncio Leite Ferreira.
Mãe: Capitulina Ayres Sátyro.
Fonte: MATOS, Eilzo. Prosa Caótica (O duro recomeço – 1980-2017). João Pessoa: Ideia, 2018, p. 
267. 

Nota: Firmino Ayres Leite é primo do autor (Eilzo Matos).

Data de nascimento:
Dia 2 de outubro de 1902, na Fazenda Bela Vista, então município de Piancó, Paraíba, Brasil.
Data de morte e sepultamento:
Dia 26 de agosto de 1981, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Elaborado e postado pelo poeta e militante cultural Hosmá Passos.

O primeiro administrador de Piancó: Sargento-Mor Manoel da Silva Passos.

Em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel F...