quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O primeiro administrador de Piancó: Sargento-Mor Manoel da Silva Passos.

Em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel Francisco Dias D’Ávila e sua esposa Catarina Francisca Correia de Aragão, proprietários de quase todo o nordeste brasileiro, para constituir o patrimônio da nova capela, tendo como administrador e representante da Capela de Santo Antônio, o Sargento-Mor Manoel da Silva Passos, funda-se a Vila de Santo Antônio de Piancó. A igreja construída em 1721 ainda hoje existe como registro real da rica história desta região.


Fonte: Paraíba Criativa.

Piancó, Paraíba, Brasil.

Piancó é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Metropolitana do Vale do Piancó.

Localização: Região Metropolitana do Vale do Piancó

Fundação: 8 de novembro de 1748

Emancipação: 11 de novembro de 1871

População: 16 039 hab (IBGE 2016)

Área total: 564,7 km²

Altitude: 264 m

Distância da capital: 387 km

Limite geográfico: Aguiar, Coremas, Emas, Igaracy, Itaporanga, Olho d’Água e Santana dos Garrotes

Clima: semi-árido

Bioma: Caatinga

Gentílico: Piancoense

Contato: (83) 3452-2737 – Prefeitura de Piancó-PB

História:

No século XVII, a região do rio Piancó foi desbravada por bandeirantes paulistas e baianos, vindos do São Francisco e, também, do Piauí, e que dividiram as terras entre si. Os indígenas da região – Cariris – se uniram e resistiram, estendendo-se a luta pelas duas primeiras décadas do século XVIII, até a submissão total dos silvícolas, dos quais restaram muitas aldeias de onde surgiram vilas e cidades.

Documentos registram 9 aldeias cariris, entre elas a de São José do Panati, que deu origem a Piancó.

Piancó é uma das mais antigas cidades do nordeste brasileiro, já possuía colonização branca em 1680, quando o bandeirante Domingos Jorge Velho chegou ao velho rincão sertanejo, vencendo e submetendo os índios cariris da Tribo dos Coremas, então liderados pela bravura do intrépido Cacique Piancó, ao seu poder armamentista, ele faleceu em 1705. Após seu desaparecimento, os índios recuperaram o poder e temendo violência em represália, os moradores da região enviaram carta ao Governador Geral da Província da Parahyba requerendo auxílio e proteção, tendo o Governo Geral criado nova campanha, liderada pelo Capitão-Mor Manuel de Araújo Carvalho, que foi Juiz Ordinário dos sertões do Cariri, Piranhas e Piancó, Tabelião e Escrivão, com sede no Julgado de Piancó (Pombal), empossado em 1708, o qual, após quatro anos de embate e negociações consegue estabelecer a paz na região. Foi o capitão-mor Manoel de Araújo Carvalho quem primeiro criou fazendas de gado e construiu casas no vale do rio, depois de ajustada a paz com os Coremas, a 8 de novembro de 1748.

Em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel Francisco Dias D’Ávila e sua esposa Catarina Francisca Correia de Aragão, proprietários de quase todo o nordeste brasileiro, para constituir o patrimônio da nova capela, tendo como administrador e representante da Capela de Santo Antônio, o Sargento-Mor Manoel da Silva Passos, funda-se a Vila de Santo Antônio de Piancó. A igreja construída em 1721 ainda hoje existe como registro real da rica história desta região.

Anos depois, em 11 de novembro de 1831 o nome da localidade passou para Vila Amélia de Piancó, instalada oficialmente em 05 de maio de 1832, quando Piancó se separa de Pombal, momento de sua Emancipação Política. O nome perdurou até 27 de junho de 1833, quando passou à Vila Constitucional de Santo Antônio de Piancó, para finalmente em 21 de novembro de 1933, com a alçada da localidade ao foro de cidade através do Decreto nº. 443/33, denominar-se apenas Piancó.

O primeiro prefeito de Piancó, foi o Cel. Tiburtino Leite Ferreira, que assumiu em 01 de abril de 1895, administrando a Vila até 1897 ao lado do seu subprefeito, Abílio Rodrigues dos Santos. Até então a Vila era administrada pelo Conselho de Intendência, que teve como seu último Presidente o Dr. Francisco de Paula e Silva Primo. O Cel. Tiburtino retornou ao comando da Vila em 23 de dezembro de 1900, administrando-a até 01 de dezembro de 1902, quando faleceu. 

Uma das maiores obras de seu curto governo, foi a construção da sede do Conselho Municipal. Além desta edificação, podemos destacar como as principais construções dos primórdios de Piancó, a Casa de Mercado, construída pelo Dr. Francisco de Paula e Silva Primo, a Cadeia Pública, iniciada no governo de Felizardo Toscano Leite Ferreira e concluída pelo Dr. Paula e Silva. A primeira Câmara Municipal de Piancó foi instalada em 01 de janeiro de 1833. Em 08 de março de 1877 foi instalada a Câmara Municipal de Piancó, tendo como primeiro Presidente Antônio Leite Ferreira

Nas origens de Piancó, a catequização estava a cargo dos Frades da Ordem de São Pedro e da Companhia de Jesus, os Jesuítas, que instalaram sua sede na Fazenda Santo Antônio Pequeno, alcunhada de Santo Antonhinho ou Santo Antonino, a seis quilômetros da cidade, onde ainda hoje podem ser encontrados vestígios desse centro de atividade religiosa. Um importante fato religioso para a história de Piancó foi a chegada, em 23 de maio de 1749 da primeira imagem de Santo Antônio de sua história, advinda de Portugal e encomendada pelos moradores da localidade. 

Foi esta terra palco de um dos mais sangrentos embates de toda a história da caminha da Coluna Prestes pelo Brasil na década de 1920. Quando de sua passagem, em 09 de fevereiro de 1926, sem informações concretas dos ideais da Coluna, o Padre Aristides Ferreira da Cruz, em uma grande emboscada, fica na cidade e, ao lado de poucos homens, defende a Vila da invasão, quando acabam todos sendo barbaramente assassinados. Ficaram, estes defensores, conhecidos como Os Mártires de Piancó.um grupo de moradores da cidade se envolveu num embate com os integrantes da Coluna Prestes. O evento é relatado em livros de história e em romances. 

Mas, a Piancó do século XXI oferece aos turistas um roteiro repleto de monumentos, histórias, praças, igrejas, belezas naturais e uma gastronomia regional. A cidade preserva vários locais histórico, referenciais na passagem da Coluna Prestes. A igreja matriz de Santo Antônio, localizada no centro da cidade. A Praça Aristides Ferreira da Cruz, construída em homenagem ao líder dos moradores que enfrentou os soldados da Coluna Prestes.

O espaço público fica exatamente por onde os soldados da coluna adentraram à cidade. Nos arredores é possível conhecer o antigo casarão onde viveu o padre e sua família, e atualmente transformado numa escola de ensino médio. Outra visita necessária e ao Monumento aos Martíres de Piancó. No embate entre moradores da cidade e os soldados da Coluna resultou na morte de 11 pessoas. Em 1985, a prefeitura local construiu no local o monumento. A cidade também é conhecida pela comida regional. Visitar Piancó é conhecer um pouco da História do Brasil.


Fonte: Paraíba Criativa. 

                                                                          

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

SIMBOLOGIA DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE PIANCÓ, PARAÍBA, BRASIL.

SIMBOLOGIA DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE PIANCÓ, PARAÍBA, BRASIL.

A Bandeira do Município de Piancó, Paraíba, Brasil, idealizada, em 25 de outubro de 1992, pelo artista plástico Francisco de Paulo (Chico Jó), piancoense honorário, constitui-se de um retângulo de 20 módulos de largura por 14 módulos de altura, isto é, um retângulo cuja largura está para a altura na proporção de 20 por 14. Tal retângulo é dividido verticalmente em três faixas. A largura de cada uma das duas faixas azul-céu dos extremos do retângulo corresponde à metade da largura da faixa central branca dele, ou seja, a largura de cada uma das duas faixas azul-céu mede ¼ da largura do retângulo e a largura da faixa central branca mede 2/4 da largura do retângulo. As faixas azul-céu simbolizam o ideal de felicidade inspirado no céu azul de Piancó e a faixa central branca simboliza a paz almejada. No centro da faixa branca figura um escudo com borda vermelha simbolizadora da intrepidez dos piancoenses. No interior do escudo, o índio simboliza o cacique Piancó, que deu o nome ao Município. O boi representa a pecuária, riqueza tradicional do Município e a carnaubeira e a oiticica simbolizam a importância que ambas tiveram na extração vegetal. O campo verdejante exprime a fertilidade da terra e o rio representa o Rio Piancó, que banha a cidade. A serra, em segundo plano no escudo, representa a Serra de Santo Antônio, um dos símbolos geográficos da cidade. Em último plano, o céu azul simboliza o característico céu límpido da região. Ladeiam o escudo, simbolizando as principais riquezas agrícolas de Piancó, à esquerda, um ramo de milho e, à direita, um ramo de algodão, presos por um laço que simboliza a união fraternal dos piancoenses. Acima do escudo, a cruz branca simboliza a fé e as mãos dadas expressam a hospitalidade do povo de Piancó. O sol nascente simboliza a esperança de um futuro melhor e o dístico “Honra, Fé e Fraternidade”, da faixa superior ao escudo, constitui o lema do supremo ideal de Piancó. Na faixa inferior ao escudo, figura a data da fundação do Município de Piancó: “8 de novembro de 1748”. 

11/3/2023.

Postado pelo poeta e militante cultural Hosmá Passos.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Biblioteca Pública Municipal de Piancó - Dr. Firmino Ayres Leite.





AUTOBIOGRAFIA DO DR. FIRMINO AYRES LEITE.  
Nasci no dia 2 de outubro de 1902, na Fazenda Bela Vista, então município de Piancó.
Indo minha mãe viúva residir em Patos, onde contraiu novas núpcias, comecei nesta cidade meu curso primário, terminando-o em Campina Grande no Colégio do Professor Clementino Procópio, grande mestre.
O curso ginasial foi realizado no Colégio Diocesano então no Largo S. Francisco e no Liceu Paraibano.
Em 1922 fiz exame vestibular, na Bahia, frequentando o primeiro ano médico. Nos cinco anos restantes, estudei na Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro formando-me com a turma de 1927.
Interno do Prof. Henrique Rôxo - psiquiatra e Fernando Magalhães - obstetra.
Em 1928 fixei residência em Patos, onde exerci o cargo de prefeito, nomeado por João Pessoa de março de 1929 a maio de 1930. Neste ano pedi demissão.
Sendo proprietário em Piancó, instalei um arremedo de Consultório.
Nomeado prefeito no governo de Argemiro Figueiredo solicitei demissão quando ele caiu. Jamais tive vocação política. Candidatei-me, por imposição da UDN a deputado estadual, nunca pedi voto a quem quer que seja. Obtive a suplência 3ª. Renunciaria se eleito.
Minhas atividades de médico em Piancó prolongaram-se por 20 anos. Médico da roça, Clínico Geral e Obstetra. Em casos de urgência, numa área sem cirurgião eu operava.
Em 1947 a convite do saudoso Engenheiro Estevam Marinho, aceitei a direção do Hospital do DNOCS, em Coremas. Aí consegui a construção de uma maternidade. Permaneci na direção do hospital 14 anos.
Transferido em 1961 para João Pessoa exerci com pequeno interregno a chefia de Serviço Médico do 2° distrito do DNOCS até minha aposentadoria em 1972.
Se possuo alguma virtude é a de não ter atropelado ou obstruído a ascensão de meus semelhantes. Fiquei sempre à margem do caminho para deixar passar o mérito.
Tenho consciência de não haver mercantilizado a profissão. Setenta por cento dos meus serviços foram gratuitos. O pão do pobre não me serviu de alimento.
Tenho 5 filhos e 15 netos. Aos 50 anos de casado, vivo feliz com minha esposa e toda minha prole.
Residimos em João Pessoa em harmoniosa convivência. Para um homem sem relêvo como eu, Deus foi pródigo e misericordioso”.

Fonte: LEITE, Firmino Ayres. Mugidos e Aboios. João Pessoa: Artscreem, 1990, págs. 7/8.

Pais do Dr. Firmino 
Ayres Leite.

Pai: Doutor Innocêncio Leite Ferreira.
Mãe: Capitulina Ayres Sátyro.
Fonte: MATOS, Eilzo. Prosa Caótica (O duro recomeço – 1980-2017). João Pessoa: Ideia, 2018, p. 
267. 

Nota: Firmino Ayres Leite é primo do autor (Eilzo Matos).

Data de nascimento:
Dia 2 de outubro de 1902, na Fazenda Bela Vista, então município de Piancó, Paraíba, Brasil.
Data de morte e sepultamento:
Dia 26 de agosto de 1981, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Elaborado e postado pelo poeta e militante cultural Hosmá Passos.

O primeiro administrador de Piancó: Sargento-Mor Manoel da Silva Passos.

Em 08 de novembro de 1748, com a doação de um vasto território pela portentosa Casa da Torre da Bahia através de seu governante, o Coronel F...